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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

'Foi um susto', diz homem que levou 200 pontos após ataque de onça


onça ataque (Foto: Raquel Rocha/ Arquivo Pessoal)Alex Eduardo disse que foi atacado duas vezes pela onça na madrugada desta quarta-feira (25).
(Foto: Rachel Rocha/ Rádio Centro América FM)
Há menos de um ano morando em Mato Grosso, o gaúcho Alex Eduardo Petkovicz, de 33 anos, afirmou que levou um grande susto ao se ver frente a frente com uma onça pintada na madrugada desta quarta-feira (25), na região central de Ipiranga do Norte, a 455 quilômetros de Cuiabá. "Um susto desse não dá para esquecer jamais", declarou o caminhoneiro que está internado no Hospital Regional de Sorriso, distante 420 km da capital, após ser atacado pelo animal.
Com vários ferimentos causados pelo felino, a vítima levou mais de 200 pontos na cabeça, no rosto e nos braços, mas, mesmo assim, se diz muito grato a Deus e à sua bicicleta que, segundo ele, foram responsáveis por salvá-lo das garras da onça. "Fui salvo pela bicicleta e por Deus. Ainda bem que estou vivo", comemorou o caminhoneiro, que veio do Rio Grande do Sul para o estado há 11 meses.
De acordo com a vítima, a bicicleta evitou que a onça o ferisse ainda mais, já que quando o atacou ele ficou por baixo da bicicleta, com a qual pretendia sair do armazém onde tinha deixado o caminhão e se dirigir até a residência dele. Porém, quando iria montar na bicicleta foi surpreendido pelo animal. Primeiro, ele contou que viu um vulto, parou e logo em seguida a onça pulou em cima dele.
"Depois de me arranhar, enquanto eu gritava muito, ela foi embora. Daí, quando fui me levantar para tentar escapar e quando dei dois passos para trás, a onça voltou e me atacou de novo", lembrou a vítima. Ele disse não compreender como o animal apareceu ali, pois se trata de zona urbana, além do que, segundo o caminhoneiro, o barracão é bem iluminado.
bicicleta ataque onça (Foto: Weihlan Araújo/Arquivo pessoal)Caminhoneiro estava saindo de bicicleta quando foi
atacado. (Foto: Weihlan Araújo/Arquivo pessoal)
Após o segundo ataque, ele ficou muito ferido e não conseguiu mais se levantar. No entanto, os gritos dele foram ouvidos por um vizinho que foi até lá e o socorreu. Alex recebeu os primeiros socorros em um posto de saúde da cidade e depois foi encaminhado para a unidade de saúde de Sorriso. Ele avalia que se fosse uma criança teria sido fatal e fez um alerta aos moradores da cidade, já que possivelmente o animal ainda se encontra nas redondezas.
Apesar do incidente, o caminhoneiro frisou que não pretende se mudar de Mato Grosso e nem de Ipiranga do Norte. "Não é por causa de um animal desses que vou me mudar daqui", disse. A Polícia Militar do município informou ter visto o rastro da onça e de dois filhotes que provavelmente são filhotes dela. Mas o animal ainda não foi capturado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entenda as principais polêmicas do novo código florestal

Após dezenas de emendas e debates em comissões, o Senado deve aprovar nesta quarta-feira (23) o novo Código Florestal, que determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes do país.

O novo texto foi apresentado pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator do projeto na Comissão do Meio Ambiente (CMA), que deve analisar a proposta antes da votação no plenário.

O Código já havia sido aprovado na Câmara em maio, com um projeto do então deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No entanto, como essa proposta sofreu diversas modificações até ser votada no Senado, ela voltará para a avaliação dos deputados e, só depois disso, passará pela sanção presidencial.

Dos debates iniciais entre ambientalistas, ruralistas e acadêmicos às recentes discórdias nas comissões do Senado, entenda as principais polêmicas que vêm rondando o novo Código Florestal:
 
O que é o Código Florestal? Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que se trata de um bem de interesse comum a toda a população. A legislação estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação, como reflorestamento, que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, assim como as penas para os responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. A elaboração do Código durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.

Como é a proposta do novo Código Florestal?Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de lei sofreu diversas modificações. As principais diferenças entre a nova legislação e o código em vigor dizem respeito à área de terra em que será permitido ou proibido o desmate, ao tipo de produtor que poderá fazê-lo, à restauração das florestas derrubadas e à punição para quem já desmatou.

Por que o atual precisa ser alterado?Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que esta é uma necessidade para adaptar as leis nacionais à realidade brasileira e mundial. O atual foi modificado várias vezes por decreto e medidas provisórias e seria necessário algo mais sólido.

Uma das urgências citadas pelos três grupos é a necessidade de incluir incentivos, benefícios e subsídios para quem preserva e recupera a mata, como acontece na maioria dos países que vêm conseguindo avançar nessa questão ambiental.
 
Quais as principais diferenças entre o projeto do senador Jorge Viana, apresentado no Senado, e o de Aldo Rebelo, votado na Câmara? Em linhas gerais, o substitutivo de Viana detalha definições importantes no debate, como o que constitui uma agricultura familiar e quais atividades podem ser exploradas em determinadas áreas protegidas. Além disso, há novas normas propostas, como a criação de incentivos em troca de serviços ambientais, e mudança de alguns pontos, como a recomposição das Áreas de Preservação Permanente, as chamadas APPs.
 
Qual a avaliação que ruralistas fazem dessas mudanças?Líderes da bancada rural apresentaram restrições, como defender que todas as pequenas propriedades possam receber os benefícios previstos no Código e não apenas aquelas que se encaixam no conceitos de agricultura familiar, ou seja, no qual apenas membros da família trabalham.

Apesar de restrições como essas, os representantes desse setor comemoraram, já que acreditam que o Código em vigor atrapalha o desenvolvimento do país por ter sido criado quando agricultura e pecuária tinham baixa produtividade. Por isso, defendem as alterações para que haja mais terra para ampliar a produção.

"A expectativa é a de que vamos conseguir aprovar (o texto) e superar mais uma etapa desse calvário, para que muitos agricultores pressionem parar mudar essa lei, que tão mal faz o país", disse Assuero Veronez, vice-presidente do CNA.
 
O que dizem ambientalistas e acadêmicos?Boa parte das ONGs de defesa do meio ambiente e especialistas na área rebatem a tese dos ruralistas, afirmando que as terras já exploradas são suficientes para dobrar a produção, e que basta aprimorar a eficiência nas lavouras e nos pastos por meio de tecnologia e uso sustentável na agricultura e pecuária.

Para eles, as mudanças no Código abrem brechas para aumentar o desmatamento e podem por em risco serviços ambientais básicos, como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. Esse desequilíbrio prejudicaria até mesmo a produção agropecuária, que está diretamente ligada a tais fatores ambientais.

Os dois setores acreditam que o novo texto não vai coibir desmatamento. Entre as principais críticas estão o perdão, em vários níveis, a quem desmatou ilegalmente no passado e a autorização de atividades agropecuárias ou de turismo em Áreas de Preservação Permamente. A permissão para que produtores reponham áreas desmatadas em outras regiões do bioma (conjunto de diferentes ecossistemas) também é alvo de críticas.
 
O que são as APPs, um dos principais pontos de discórdia? As chamadas Áreas de Preservação Permamente (APPs) são os terrenos mais vulneráveis em propriedades particulares rurais ou urbanas. Como têm uma maior probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente, devem ser protegidas. É o caso das margens de rios e reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em leitos de rios e nascentes. A polêmica se dá porque o projeto flexibiliza a extensão e o uso dessas áreas, especialmente nas margens de rios já ocupadas.
 
Qual a diferença entre APP e Reserva Legal? A Reserva Legal é o pedaço de terra dentro de cada propriedade rural - descontando a APP - que deveria manter a vegetação original para garantir a biodiversidade da área, protegendo sua fauna e flora. Sua extensão varia de acordo com a região do país: 80% do tamanho da propriedade na Amazônia, 35% no Cerrado nos Estados da Amazônia Legal e 20% no restante do território.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ônibus derruba bomba de gasolina que cai sobre carro na Paraíba

Ônibus bate em bomba de gasolina que cai em carro na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1) 
Ônibus da Transnacional bateu na bomba de gasolina em posto de combustível no bairro dos Bancários em João Pessoa. A máquina caiu em cima de um carro que estava estacionado no posto.  (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um ônibus da empresa Transnacional bateu em uma bomba de gasolina, na manhã desta quarta-feira (16), em um posto de combustível localizado no bairro dos Bancários, em João Pessoa. Com o impacto a bomba acabou caindo em cima de um carro que estava estacionado.

O ônibus entrou no posto na tentativa de desviar de um congestionamento. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, mesmo os demais veículos utilizando o posto como uma rota de fuga, a Transnacional prega que os motoristas não realizarem este tipo de procedimento. O motorista do ônibus foi chamado para dar explicações sobre o acidente.
Ônibus derruba bomba sobre carro em posto de combustíveis (Foto: Do G1 PB) 

Ônibus derrubou a bomba quando manobrava para
fugir de engarrafamento (Foto: Do G1 PB)

As equipes da assessoria jurídica e da gerência de tráfego da empresa de transporte estiveram no local. De acordo com a assessoria de imprensa, a Transnacional vai arcar com os prejuízos causados ao posto de combustível e ao proprietário do carro.

Ainda segundo a assessoria, o motorista da empresa entrou no posto para desviar de um congestionamento causado por um acidente envolvendo um outro ônibus da Transnacional. Neste caso, um carro teria batido na traseira do coletivo. Com a confusão no posto de combustíveis, o motorista do carro do primeiro acidente acabou fugindo.

As informações e imagens são do G1 Paraíba e do excelente paparazzi Walter Paparazzo. Obrigado!